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02 fevereiro 2014

Resenha - O Pianista


Autor - Wladyslaw Szpilman
Editora: Record
Ano: 2003
Páginas: 237

Sinopse:


Neste livro, jovem e talentoso pianista, recupera suas memórias e as de seus parentes no Gueto de Varsóvia, durante a Segunda Guerra. O autor narra a deportação e morte de toda a sua família, construindo um documento emocionante sobre o Holocausto. Roman Polanski se inspirou no livro para digirir o filme homônimo, vencedor do festival de Cannes.

Resenha:


O livro revela de forma impressionante a história verídica do pianista e compositor polonês Wladyslaw Szpilman em sua luta por sobrevivência no Gueto de Varsóvia durante a Segunda Guerra Mundial. 

Wladyslaw era pianista da Polskie Rádio de Varsóvia – Polônia quando a cidade foi dominada pelo exército alemão. Morava com sua família, pai, mãe, irmãos  e tinha a admiração de amigos e conhecidos por seu talento musical. 

Com a invasão alemã, as regras começaram a mudar drasticamente: o cotidiano das pessoas, bem como a mudança de moradia diversas vezes, alimentação, trabalho, humilhações, fome, frio e o fato de cercear o trajeto pelas ruas, até o confinamento de mais de um milhão de pessoas no gueto. 
“ Uma cela de prisão é um mundo em si mesmo, desprovido das ilusões de ua vida normal, com a qual somente poderíamos sonhar. No gueto, porém, vivíamos uma ilusão que nos lembrava constantemente o gosto da liberdade perdida.” 
A preocupação maior era manter a família unida a qualquer custo, evitando as deportações para os campos, mas nestes tempos, sobrevivia aquele que conseguia um trabalho, qualquer um que fosse “útil” aos alemães. 
“Marchamos, em filas de quatro e cercados por policiais na direção do portão do Conselho, deixando para trás a multidão dos condenados à morte e ouvindo os gritos de desespero e as maldições que lançavam sobre nós por termos tido a sorte de ser milagrosamente poupados. 
E mais uma vez foi me dada uma nova chance de sobrevivência . Mas por quanto tempo?” 

As vivências contadas com riqueza de detalhes parecem muitas vezes desprovidas de emoção, mas por serem repletas de veracidade acabaram me emocionando diversas vezes. 

Assisti ao filme na época de seu lançamento em 2002 e gostei muito, mas não me lembrava mais dos detalhes da história. O envolvimento com a leitura foi intenso, retratou com muita propriedade o dia-a-dia de um "morador" no gueto de Varsóvia com toda a complexidade que envolve a luta de um judeu pela vida durante o domínio nazista. 

Recomendo a leitura!


Filme - O Pianista




Beijos e boas leituras sempre!

Annamaria




30 janeiro 2014

Resenha - Escondendo Edith


Autora: Kathy Kacer
Editora: Melhoramentos
Ano: 2009
Páginas: 152

Sinopse:
Imagine ter sido separada dos pais e outros membros da família e ter mudado de casa tantas vezes a ponto de não saber mais o que é um lar. Imagine que exércitos estejam tentando encontrar você. Imagine ter de esconder sua indentidade e sua fé. Para onde ir? Em quem confiar?
É assim que Edith Schwalb vive. Sendo uma garota judia na época das invasões nazistas durante a Segunda Guerra Mundial, ela precisa se esconder. Quem pode ajudá-la?
Schatta e Bouli Simon, casal de judeus franceses que abriu uma escola secreta para crianças judias fujitivas? Sara Kupfer, uma garota como Edith, que também vive escondida e lhe oferece sua amizade e carinho durante a época mais difícil? Tio Albert e tia Marie, fazendeiros que estão dispostos a dividir a generosidade de suas terras com Edith, apesar do racionamento Ou os muitos habitantes de Moissac, na França, que conspiram contra o nazismo por esconder centenas de crianças judias, arriscando sua própria vida
Escondendo Edith narra uma história real, inspiradora, comovente e sofrida de uma jovem no meio do turbilhão de História.


Ganhou os prêmios canadenses:

2007 Silver Birch Award 

2008 Hackmatack Children´s Choice Award 
Finalista do 2006 Norma Fleck Award


Resenha:

O livro traz a história impressionante de Edith Schwalb, uma criança judia de origem austríaca, em sua jornada de sobrevivência no período da Segunda Guerra Mundial. 

Em março de 1939, o exército alemão inicia sua invasão a Viena, capital da Áustria e em setembro do mesmo ano dá início a guerra com a invasão da Polônia. 

Com o plano de extinção de judeus da política nazista, a insegurança e o temor rondavam a Europa e judeus aos poucos foram sendo privados de frequentar locais públicos, sinagogas, escolas e desenvolver suas atividades de trabalho. Além disso, sofreram outras formas de humilhação e despersonalização, como lavar ruas, abandonar suas casas e pertences e escutar xingamentos em vias públicas. 

Todo este clima hostil e de instabilidade fez com que a família de Edith partisse para a Bélgica e posteriormente demais cidades, o que a cada nova fuga, desestabilizava ainda mais Edith, sentindo-se insegura, cansada, com medo de separa-se de sua família, de ser denunciada e de não conseguir se adaptar a cada nova situação ou desafio imposto pela sobrevivência.

Edith sabia que, na manhã do dia seguinte, teria de fingir ser outra pessoa. Neste momento, porém, sob as estrelas, na paz dessa noite de Sabbath, ela dançou, reinvindicando sua fé e sua liberdade”.







Acredito que qualquer livro sobre “sobreviver” em tempos de guerra e Holocausto traga relatos impressionantes de luta, coragem, persistência e um fio de esperança. Mas, quando esta experiência é contada a partir da perspectiva de uma criança, isto toma uma dimensão muito particular, como já pude ler em outro livro já resenhado aqui no blog “A Estrela Amarela”. 



A autora conduz a história com uma fluência impressionante e com muito talento traduz as emoções de Edith. Adorei! 

Leitura comovente, sendo um ótimo livro, mesmo para iniciantes no tema e jovens leitores! 


Outros livros da autora sobre a temática do Holocausto:


                 

 

Beijos e boas leituras sempre!

Annamaria






27 janeiro 2014

Dia Internacional das vítimas do Holocausto

Para  não esquecer!

Hoje, é o Dia Internacional em Memória das vítimas do Holocausto. A data foi escolhida pela Assembleia Geral da ONU não por acaso, celebrando a libertação dos prisioneiros pelas tropas soviéticas, ocorrida em 27 de Janeiro de 1945, do complexo de campos de Auschwitz-Birkenau que era uma verdadeira "fábrica da morte" para os presos, na sua maioria, judeus. 


Diferentemente, de outros acontecimentos históricos que rumam ao esquecimento, as representações do Holocausto têm permanecido ativas e cada vez com mais força.

Com o intuito de lembrar este marco triste da história da humanidade, com enorme respeito às vítimas e seus familiares, o blog Árvore dos Contos presta também sua homenagem nesta semana onde todas as postagens estão relacionadas ao tema.



O termo holocausto em grego significa queima ou, mais exatamente, tudo queimado – o fogo que destrói tudo. Mas em Israel tal "solução final da questão judaica" chamam de Shoah

Após a Segunda Guerra Mundial o termo Holocausto (com inicial maiúscula) foi utilizado especificamente para se referir ao extermínio, massacre, genocídio de milhões de pessoas que faziam parte de grupos politicamente indesejados pelo então regime nazi. Esses podiam ser judeus, comunistas, homossexuais, ciganos, portadores de necessidades especiais, doentes mentais, prisioneiros de guerra soviéticos, membros da elite intelectual polaca, russa e de outros países do Leste Europeu, além de ativistas políticos e sindicalistas e ainda, Testemunhas de Jeová, alguns padres católicos e membros mórmons. Conforme o grupo a que pertenciam usavam símbolos para serem assinalados e distinguidos…

 Triângulo amarelo
Judeus: dois triângulos sobrepostos, para formar a Estrela de Davi, com a palavra "Jude" (judeu) inscrita; mischlings i.e., aqueles que eram considerados apenas parcialmente judeus, muitas vezes usavam apenas um triângulo amarelo.

 Triângulo vermelho
Dissidentes políticos: incluindo comunistas, sociais-democratas, liberais, anarquistas e maçons.

 Triângulo verde
Criminoso comum: Criminosos de ascendência ariana recebiam frequentemente privilégios especiais nos campos e poder sobre outros prisioneiros.

 Triângulo púrpura (roxo)
Basicamente aplicava-se a todos os objectores de consciência por motivos religiosos, por exemplo, as Testemunhas de Jeová, que negavam-se a participar dos empenhos militares da Alemanha nazista e a renegar sua fé assinando um termo declarando que serviriam a Adolf Hitler.

 Triângulo azul
Imigrantes: Foram usados, por exemplo, pelos prisioneiros Espanhóis que se exilaram em França a seguir à derrota na revolução Espanhola, e que mais tarde foram deportados para a Alemanha Nazista considerados como apátridas.

 Triângulo castanho
Ciganos roma e sinti.

 Triângulo negro
Lésbicas e mulheres "anti-sociais". (alcoólatras, grevistas, feministas, deficientes e mesmo anarquistas). Os Arianos casados com Judeus recebiam um triângulo negro sobre um amarelo.

 Triângulo rosa
Homens homossexuais.                                                               
   (fonte: Wikipéia)

Livros que retratam esta temática:

Estrela amarela - Jennifer Roy


Confira a resenha aqui no blog - Resenha: Estrela Amarela


Sinopse - Estrela Amarela - O dia a dia num gueto na Polônia Ocupada pelo olhar poética de um criança - Jennifer Roy
Como outros sobreviventes do Holocausto, Sylvia Perlmutter ficou em silêncio por muitos anos, tentando esquecer aquilo por que passou. Mas, aos poucos, com a chegada da velhice, as lembranças começaram a vir à tona. Era hora de contar a sua história. E foi o que ela fez - falou e falou à sobrinha, Jennifer Roy, que transformou as conversas no presente relato. Roy se utiliza da voz da própria Sylvia para narrar o dia a dia da família e a sua luta pela sobrevivência durante os seis anos de guerra. No começo, com apenas quatro anos, Sylvia nem ao menos entende o que se passa à sua volta. Seus pais decidem fugir para Varsóvia, mas não conseguem trabalho. Ao retornarem a Lodz, são obrigados a abandonar sua casa para viver em um apartamento bem pequeno, sem banheiro, com as duas filhas. Dividido em quatro partes cronológicas, cada uma com uma introdução sobre os acontecimentos históricos do período, 'Estrela amarela' é um relato íntimo, feito a partir dos olhos dessa menininha, que mais de uma vez escapa da morte apenas com a ajuda do acaso.


Triângulo Rosa - Jean-Luc Schwab / Rudolf Brazda



Sinopse - Triângulo Rosa - Um Homossexual No Campo de Concentração Nazista - Jean-Luc Schwartz

Esta obra procura revelar as investigações policiais que visaram aos homossexuais no Estado nazista - da ascensão do nazismo na Alemanha à invasão da Tchecoslováquia, da despreocupação no início dos anos 1930 ao campo de concentração de Buchenwald - e aborda, também, a questão da sexualidade num campo de concentração. 

Eu, Pierre Seel, deportado Homossexual



Sinopse - Eu, Pierre Seel, Deportado Homossexual - Pierre Seel
Este é o essencial e surpreendente testemunho do único deportado homossexual francês que contou a sua história. Pierre Seel lembra-se da deportação nos campos nazistas, a tortura e a humilhação, depois o alistamento forçado como alsaciano no exército alemão, o front do leste, a fuga e a captura pelos russos. Lembra-se também do retorno da guerra: o muro de reprovação erguido diante dele, a homossexualidade inconfessável, a decisão de levar uma existência "como os outros", o casamento e a vida regrada. O que foi preciso para que ele, em um belo dia de abril de 1982, escolhesse quebrar essa aparência e para que seu longo silêncio transformasse-se em um longo combate pela verdade.

Gigantes no coração - Yehuda Koren / Eilat Negev




Sinopse - Gigantes no Coração - Yehuda Koren, Eilat Negev
O livro traz a emocionante história da Trupe Lilliput - uma família de anões que sobreviveu ao Holocausto -, e leva o leitor à Transilvânia do século XIX para falar da origem da família que encantava o público com apresentações de teatro, música e canções. Diferentemente da história de muitos anões que se tornaram célebres no mundo do espetáculo, a dos Ovitz se fez mais famosa porque eles sobreviveram ao campo da morte de Auschwitz-Birkenau.


Relembrar o passado é uma importante lição, pois somente assim o mundo terá grandiosas chances de não cometer os mesmos erros e atrocidades no futuro.
Acompanhe as outras postagens do Blog durante esta semana!

Beijos e até a próxima!

Annamaria

11 agosto 2013

Resenha - Estrela amarela - Jennifer Roy



SUBTÍTULO: O Dia a Dia Num Gueto da Polônia Ocupada, Pelo Olhar Poético de Uma Criança

AUTORA: Jennifer Roy
EDITORA: CIA. DAS LETRAS

PÁGINAS – 144

ANO: 2011








SINOPSE:

Como tantos outros sobreviventes do Holocausto, Sylvia Perlmutter ficou em silêncio por muitos anos, tentando esquecer aquilo por que passou. Mas, aos poucos, com a chegada da velhice, as lembranças começaram a vir à tona; Sylvia sonhava com a guerra e se lembrava constantemente do sofrimento pelo qual havia passado. Era hora de contar a sua história.

E foi o que ela fez: falou e falou à sobrinha, Jennifer Roy, escritora experiente, que soube transformar essas conversas em um relato tocante e ao mesmo tempo delicado. Roy se utiliza da voz da própria Sylvia para narrar o dia a dia da família e a sua luta pela sobrevivência durante os seis anos de guerra. No começo, com apenas quatro anos, Sylvia nem ao menos entende o que se passa à sua volta. “Minha boneca é judia?”, ela se questiona. Seus pais decidem fugir para Varsóvia, mas não conseguem trabalho. Ao retornarem a Lodz, são obrigados a abandonar sua casa para viver em um apartamento bem pequeno, sem banheiro, com as duas filhas.

A partir daí, tudo passa a ser diferente: as meninas não podem ir à escola - a mais velha deve trabalhar, assim como os pais, e Sylvia fica em casa sozinha o dia todo -; é preciso reinventar as brincadeiras, já que não há mais brinquedos; comer o que os alemães permitem, e muitas vezes morrer de fome; se acostumar com as cores tristes do gueto e com alguns acontecimentos assustadores, como o dia em que Hava, a grande amiga de Sylvia, some sem deixar rastro.
As estações do ano se seguem e o plano de extermínio dos alemães se intensifica. Sylvia precisa passar as noites escondida em uma sepultura, no cemitério, e meses trancada com outras onze crianças pequenas, todas muito doentes, em um porão totalmente escuro e úmido. São “as crianças do porão”, as únicas sobreviventes do gueto. Quando os russos chegam, e Sylvia pensa em liberdade pela primeira vez, está a um dia de completar dez anos. 
Dividido em quatro partes cronológicas, cada uma com uma introdução sobre os acontecimentos históricos do período, Estrela amarela é um relato íntimo e tocante, feito a partir dos olhos dessa menininha, que mais de uma vez escapa da morte apenas com a ajuda do acaso.

RESENHA:
Em 1º de setembro de 1939, a Polônia é invadida pelo exército alemão, dando início a Segunda Guerra Mundial. Os judeus poloneses foram isolados em pequenas regiões da cidade, chamadas de guetos. O gueto de Lodz possuía 31.721 residências, com apenas um quarto e sem água corrente, chegando a acomodar 160 mil pessoas. 
A história verídica de Syvia Perlmutter que aos quatro anos vai morar no gueto de Lodz na Polônia, com sua família, pai, mãe e uma irmã, onde para sair de casa, há uma lei que obriga todo judeu a costurar em sua roupa uma estrela amarela e Syvia não gosta, pois além de não compreender a razão, não quer estragar seu lindo casaco. 
Como não pode mais ir á escola, passa a maior parte do tempo sozinha, inventado distrações e brincadeiras, com panos de limpeza, bolas de poeira e rachaduras na parede, já que sua família tem que trabalhar. 
Estrela amarela traz como tema o holocausto judeu durante a Segunda Guerra mundial sob a ótica de uma criança. Um relato verídico e comovente, de como uma criança percebeu todas as atrocidades nazistas, desde a saída forçada de sua própria residência, confinamento no gueto, situações terríveis como violência, fome, frio, fraqueza, medo, pavor, angústia, mas também inocente, sensível e com atos corajosos e solidários. 
Estas lembranças ficaram guardadas na memória de Syvia por longos anos, até que sua sobrinha, a autora Jennifer Roy, ao saber que sua tia foi uma das doze crianças que conseguiram sair com vida do gueto de Lodz, pede para lhe contar sua história, e assim surge este livro, uma homenagem a todos os parentes que pereceram na traumática experiência do holocausto. 
Um livro curto, bem organizado já que os fatos são contados cronologicamente com o avançar da Guerra e das estações do ano, podendo ser lido a partir do público juvenil, mas sem limite de idade. A leitura é rápida e fluida, que prende a atenção logo nas primeiras páginas. Recomendo!



Participe do blog, deixe seu comentário!
Beijos e até a próxima!



03 maio 2013

Resenha - SONDERKOMMANDO - Shlomo Venezia



NO INFERNO DAS CÂMARAS DE GÁS


Autor: SHLOMO VENEZIA 


EDITORA: OBJETIVA 

ANO: 2010 

Páginas: 248




SINOPSE:

O relato de Shlomo Venezia (FOTO ACIMA) representa o único depoimento completo de um sobrevivente de Sonderkommando. Nascido em uma família pobre da comunidade judaica italiana de Salônica, desde criança Venezia desenvolveu táticas de sobrevivência e solidariedade familiar que lhe seriam úteis nos anos que se seguiram. 

Aos 21 anos foi deportado pelos nazistas para o campo de concentração Auschwitz-Birkenau e incorporado a uma equipe encarregada de esvaziar as câmaras de gás e cremar os corpos dos vitimas. Venezia também participou de uma dramática, porém malsucedida revolta de prisioneiros. 

Após alguns meses de serviço, normalmente as equipes também eram eliminadas. Por sorte do destino, ele fez parte de uma das últimas equipes, e foi libertado pelos americanos em 1945. Ele conta sua história para a jornalista francesa Béatrice Prasquier.




Resenha: 
Os Sonderkommandos (Comando Especial) são unidades especiais de trabalho, compostas por prisioneiros do campo, selecionados para trabalhar nos crematórios e nas câmaras de gás dos campos de concentração e extermínio nazista durante a Segunda Guerra Mundial. 
O livro traz o depoimento de Shlomo Venezia, um dos raros sobreviventes dos Sonderkomados, pois estes “trabalhadores especiais” eram constantemente renovados, sendo mortos, para que o terror ocorrido nesta parte tão cruel do campo, tivesse seu segredo resguardado. 
A origem de Shlomo é a comunidade italiana judaica de Salônica na Grécia, de onde foi deportado aos 21 anos com vários membros de sua família. 
Este sobrevivente traz recordações com riqueza de detalhes , desde sua deportação, a penosa viagem de trem, a chegada no campo de Auschwitz e todo o período em que lá lutou por sua sobrevivência e os horrores que presenciou. 
Em momento algum, Shlomo acreditou que pudesse sair vivo desta experiência, passou a viver apenas “o dia”, sem a menor perspectiva ou esperança de sobreviver aos horrores de um campo nazista. 
O livro está organizado em perguntas e respostas, porém com uma coerência cronológica dos fatos e com riqueza de detalhes, o que também impressiona, pois o relato do autor ocorreu 60 anos após toda esta experiência. 
Terminei a leitura deste livro faz uns 15 dias, mas fiquei tão impactada e aterrorizada com a leitura que precisei aguardar um pouco para poder organizar meus pensamentos e fazer a resenha.
Um relato extremamente chocante!


Capas pelo mundo:



 



Há alguns anos assisti um filme que trata da experiência do Holocausto e dos trabalhadores dos Sonderkommandos.
Um filme também impactante com ótimo elenco!
Confira!!!

Filme:  Cinzas de Guerra (The Grey Zone)






Cinzas de Guerra (dir.: Tim Blake Nelson, 2001)
Se caminhar em direção à câmara de gás é uma tortura, imagine levar seus próprios pares para a morte. É o que fazia um grupo de judeus nos campos de concentração, os Sonderkommandos. Além de conduzir seus companheiros, tinham que levar seus corpos para a fornalha. Cinzas de Guerra relata os conflitos que esses homens viviam – até se rebelarem, em Auschwitz. É a história real do único levante ocorrido no pior campo de extermínio da Segunda Guerra Mundial.





Beijos, bom filme e ótima leitura!


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