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11 agosto 2013

Resenha - Estrela amarela - Jennifer Roy



SUBTÍTULO: O Dia a Dia Num Gueto da Polônia Ocupada, Pelo Olhar Poético de Uma Criança

AUTORA: Jennifer Roy
EDITORA: CIA. DAS LETRAS

PÁGINAS – 144

ANO: 2011








SINOPSE:

Como tantos outros sobreviventes do Holocausto, Sylvia Perlmutter ficou em silêncio por muitos anos, tentando esquecer aquilo por que passou. Mas, aos poucos, com a chegada da velhice, as lembranças começaram a vir à tona; Sylvia sonhava com a guerra e se lembrava constantemente do sofrimento pelo qual havia passado. Era hora de contar a sua história.

E foi o que ela fez: falou e falou à sobrinha, Jennifer Roy, escritora experiente, que soube transformar essas conversas em um relato tocante e ao mesmo tempo delicado. Roy se utiliza da voz da própria Sylvia para narrar o dia a dia da família e a sua luta pela sobrevivência durante os seis anos de guerra. No começo, com apenas quatro anos, Sylvia nem ao menos entende o que se passa à sua volta. “Minha boneca é judia?”, ela se questiona. Seus pais decidem fugir para Varsóvia, mas não conseguem trabalho. Ao retornarem a Lodz, são obrigados a abandonar sua casa para viver em um apartamento bem pequeno, sem banheiro, com as duas filhas.

A partir daí, tudo passa a ser diferente: as meninas não podem ir à escola - a mais velha deve trabalhar, assim como os pais, e Sylvia fica em casa sozinha o dia todo -; é preciso reinventar as brincadeiras, já que não há mais brinquedos; comer o que os alemães permitem, e muitas vezes morrer de fome; se acostumar com as cores tristes do gueto e com alguns acontecimentos assustadores, como o dia em que Hava, a grande amiga de Sylvia, some sem deixar rastro.
As estações do ano se seguem e o plano de extermínio dos alemães se intensifica. Sylvia precisa passar as noites escondida em uma sepultura, no cemitério, e meses trancada com outras onze crianças pequenas, todas muito doentes, em um porão totalmente escuro e úmido. São “as crianças do porão”, as únicas sobreviventes do gueto. Quando os russos chegam, e Sylvia pensa em liberdade pela primeira vez, está a um dia de completar dez anos. 
Dividido em quatro partes cronológicas, cada uma com uma introdução sobre os acontecimentos históricos do período, Estrela amarela é um relato íntimo e tocante, feito a partir dos olhos dessa menininha, que mais de uma vez escapa da morte apenas com a ajuda do acaso.

RESENHA:
Em 1º de setembro de 1939, a Polônia é invadida pelo exército alemão, dando início a Segunda Guerra Mundial. Os judeus poloneses foram isolados em pequenas regiões da cidade, chamadas de guetos. O gueto de Lodz possuía 31.721 residências, com apenas um quarto e sem água corrente, chegando a acomodar 160 mil pessoas. 
A história verídica de Syvia Perlmutter que aos quatro anos vai morar no gueto de Lodz na Polônia, com sua família, pai, mãe e uma irmã, onde para sair de casa, há uma lei que obriga todo judeu a costurar em sua roupa uma estrela amarela e Syvia não gosta, pois além de não compreender a razão, não quer estragar seu lindo casaco. 
Como não pode mais ir á escola, passa a maior parte do tempo sozinha, inventado distrações e brincadeiras, com panos de limpeza, bolas de poeira e rachaduras na parede, já que sua família tem que trabalhar. 
Estrela amarela traz como tema o holocausto judeu durante a Segunda Guerra mundial sob a ótica de uma criança. Um relato verídico e comovente, de como uma criança percebeu todas as atrocidades nazistas, desde a saída forçada de sua própria residência, confinamento no gueto, situações terríveis como violência, fome, frio, fraqueza, medo, pavor, angústia, mas também inocente, sensível e com atos corajosos e solidários. 
Estas lembranças ficaram guardadas na memória de Syvia por longos anos, até que sua sobrinha, a autora Jennifer Roy, ao saber que sua tia foi uma das doze crianças que conseguiram sair com vida do gueto de Lodz, pede para lhe contar sua história, e assim surge este livro, uma homenagem a todos os parentes que pereceram na traumática experiência do holocausto. 
Um livro curto, bem organizado já que os fatos são contados cronologicamente com o avançar da Guerra e das estações do ano, podendo ser lido a partir do público juvenil, mas sem limite de idade. A leitura é rápida e fluida, que prende a atenção logo nas primeiras páginas. Recomendo!



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