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09 setembro 2016

Resenha: Eu sobrevivi ao Holocausto - Nanette Blitz Konig

12 setembro 2015

Resenha: Os Bebês de Auschwitz - Wendy Holden

02 fevereiro 2014

Resenha - O Pianista


Autor - Wladyslaw Szpilman
Editora: Record
Ano: 2003
Páginas: 237

Sinopse:


Neste livro, jovem e talentoso pianista, recupera suas memórias e as de seus parentes no Gueto de Varsóvia, durante a Segunda Guerra. O autor narra a deportação e morte de toda a sua família, construindo um documento emocionante sobre o Holocausto. Roman Polanski se inspirou no livro para digirir o filme homônimo, vencedor do festival de Cannes.

Resenha:


O livro revela de forma impressionante a história verídica do pianista e compositor polonês Wladyslaw Szpilman em sua luta por sobrevivência no Gueto de Varsóvia durante a Segunda Guerra Mundial. 

Wladyslaw era pianista da Polskie Rádio de Varsóvia – Polônia quando a cidade foi dominada pelo exército alemão. Morava com sua família, pai, mãe, irmãos  e tinha a admiração de amigos e conhecidos por seu talento musical. 

Com a invasão alemã, as regras começaram a mudar drasticamente: o cotidiano das pessoas, bem como a mudança de moradia diversas vezes, alimentação, trabalho, humilhações, fome, frio e o fato de cercear o trajeto pelas ruas, até o confinamento de mais de um milhão de pessoas no gueto. 
“ Uma cela de prisão é um mundo em si mesmo, desprovido das ilusões de ua vida normal, com a qual somente poderíamos sonhar. No gueto, porém, vivíamos uma ilusão que nos lembrava constantemente o gosto da liberdade perdida.” 
A preocupação maior era manter a família unida a qualquer custo, evitando as deportações para os campos, mas nestes tempos, sobrevivia aquele que conseguia um trabalho, qualquer um que fosse “útil” aos alemães. 
“Marchamos, em filas de quatro e cercados por policiais na direção do portão do Conselho, deixando para trás a multidão dos condenados à morte e ouvindo os gritos de desespero e as maldições que lançavam sobre nós por termos tido a sorte de ser milagrosamente poupados. 
E mais uma vez foi me dada uma nova chance de sobrevivência . Mas por quanto tempo?” 

As vivências contadas com riqueza de detalhes parecem muitas vezes desprovidas de emoção, mas por serem repletas de veracidade acabaram me emocionando diversas vezes. 

Assisti ao filme na época de seu lançamento em 2002 e gostei muito, mas não me lembrava mais dos detalhes da história. O envolvimento com a leitura foi intenso, retratou com muita propriedade o dia-a-dia de um "morador" no gueto de Varsóvia com toda a complexidade que envolve a luta de um judeu pela vida durante o domínio nazista. 

Recomendo a leitura!


Filme - O Pianista




Beijos e boas leituras sempre!

Annamaria




03 maio 2013

Resenha - SONDERKOMMANDO - Shlomo Venezia



NO INFERNO DAS CÂMARAS DE GÁS


Autor: SHLOMO VENEZIA 


EDITORA: OBJETIVA 

ANO: 2010 

Páginas: 248




SINOPSE:

O relato de Shlomo Venezia (FOTO ACIMA) representa o único depoimento completo de um sobrevivente de Sonderkommando. Nascido em uma família pobre da comunidade judaica italiana de Salônica, desde criança Venezia desenvolveu táticas de sobrevivência e solidariedade familiar que lhe seriam úteis nos anos que se seguiram. 

Aos 21 anos foi deportado pelos nazistas para o campo de concentração Auschwitz-Birkenau e incorporado a uma equipe encarregada de esvaziar as câmaras de gás e cremar os corpos dos vitimas. Venezia também participou de uma dramática, porém malsucedida revolta de prisioneiros. 

Após alguns meses de serviço, normalmente as equipes também eram eliminadas. Por sorte do destino, ele fez parte de uma das últimas equipes, e foi libertado pelos americanos em 1945. Ele conta sua história para a jornalista francesa Béatrice Prasquier.




Resenha: 
Os Sonderkommandos (Comando Especial) são unidades especiais de trabalho, compostas por prisioneiros do campo, selecionados para trabalhar nos crematórios e nas câmaras de gás dos campos de concentração e extermínio nazista durante a Segunda Guerra Mundial. 
O livro traz o depoimento de Shlomo Venezia, um dos raros sobreviventes dos Sonderkomados, pois estes “trabalhadores especiais” eram constantemente renovados, sendo mortos, para que o terror ocorrido nesta parte tão cruel do campo, tivesse seu segredo resguardado. 
A origem de Shlomo é a comunidade italiana judaica de Salônica na Grécia, de onde foi deportado aos 21 anos com vários membros de sua família. 
Este sobrevivente traz recordações com riqueza de detalhes , desde sua deportação, a penosa viagem de trem, a chegada no campo de Auschwitz e todo o período em que lá lutou por sua sobrevivência e os horrores que presenciou. 
Em momento algum, Shlomo acreditou que pudesse sair vivo desta experiência, passou a viver apenas “o dia”, sem a menor perspectiva ou esperança de sobreviver aos horrores de um campo nazista. 
O livro está organizado em perguntas e respostas, porém com uma coerência cronológica dos fatos e com riqueza de detalhes, o que também impressiona, pois o relato do autor ocorreu 60 anos após toda esta experiência. 
Terminei a leitura deste livro faz uns 15 dias, mas fiquei tão impactada e aterrorizada com a leitura que precisei aguardar um pouco para poder organizar meus pensamentos e fazer a resenha.
Um relato extremamente chocante!


Capas pelo mundo:



 



Há alguns anos assisti um filme que trata da experiência do Holocausto e dos trabalhadores dos Sonderkommandos.
Um filme também impactante com ótimo elenco!
Confira!!!

Filme:  Cinzas de Guerra (The Grey Zone)






Cinzas de Guerra (dir.: Tim Blake Nelson, 2001)
Se caminhar em direção à câmara de gás é uma tortura, imagine levar seus próprios pares para a morte. É o que fazia um grupo de judeus nos campos de concentração, os Sonderkommandos. Além de conduzir seus companheiros, tinham que levar seus corpos para a fornalha. Cinzas de Guerra relata os conflitos que esses homens viviam – até se rebelarem, em Auschwitz. É a história real do único levante ocorrido no pior campo de extermínio da Segunda Guerra Mundial.





Beijos, bom filme e ótima leitura!


04 fevereiro 2013

Resenha - Eu sou o último judeu

Eu sou o último judeu
Treblinka (1942-1943)
Chil Rajchman
Editora Zahar
152 páginas

Sinopse:

"Estamos preocupados, pois o trem fez meia-volta. Olhamos uns para os outros. O que está acontecendo? Constato que estamos perdidos. É o fim."
Chil Rajchman, em um dos muitos momentos em que achou que seria assassinado. Nenhum campo de extermínio foi tão longe na racionalização do assassinato em massa quanto Treblinka. Lá cerca de 750.000 judeus foram mortos. Apenas 57 sobreviveram. Chil Rajchman foi um deles. Por dez meses, sobreviveu ao absoluto terror. Carregou cadáveres em decomposição. Extraiu dentes dos mortos para que os nazistas aproveitassem o ouro, lavando-os em vasilhas cujos restos de água sanguinolenta mataram a sede de outros prisioneiros. 
    Testemunhou suicídios, empalamentos, centenas de execuções. Foi chicoteado diariamente, teve tifo, sarna. Em agosto de 1943, Chil e outros prisioneiros conseguiram pôr em prática um plano de revolta. Ele foi um dos últimos judeus a escapar de Treblinka.
       Seu relato avassalador e detalhado, escrito ainda durante a guerra e até agora inédito, vem a público acompanhado por fotografias, mapas e a planta do campo de extermínio. Um importante testemunho do que preferíamos esquecer, mas não podemos.

Resenha: 
Chil Rajchman nasceu em Lodz, na Polônia, em 1914, onde viveu com o pai, as três irmãs e dois irmãos até a guerra, pois sua mãe faleceu em 1931. 

O autor traduz com intensidade o inferno vivido no campo de extermínio de Treblinka, um dos mais cruéis deste período, durante a Segunda Guerra Mundial.


Chil Rajchman, nos dez meses de profundo sofrimento humano, na forma física e principalmente psicológica, se submeteu a diversas e terríveis funções, muitas delas inimagináveis e sem qualquer conhecimento prévio da nova tarefa que agarrava, com afinco e pressa para desenvolvê-la da forma mais rápida possível, a fim de ser útil e tentar prolongar sua vida.

Estação de trem - Treblinka

Judeus desembarcam em Treblinka - 1942
(fonte: Wikipedia)

Durante os dezenove capítulos deste livro, mergulhamos nas atrocidades cometidas pelos nazistas, na vivência miserável de prisioneiros submetidos a torturas, castigos, doenças, fome e muita humilhação, sem sombra de alguma forma de dignidade.
"Em virtude da sujeira, a sarna espalhou-se pelo campo e nos contaminou. Como não tínhamos nenhum remédio, utilizamos gasolina, o que nos provocou abscessos por todo o corpo. As dores eram insuportáveis. Mas em Treblinka também era preciso suportar isso..."
Já li diversos livros sobre o tema do holocausto judeu e este é sem dúvida, um dos relatos autobiográficos mais chocantes que já li. Recomendo muito!
“Este texto poderia ter sido publicado há 60 anos.Poderia também nunca ter sido publicado. De todos os testemunhos da máquina de extermínio nazista, este é um dos mais excepcionais, escrito antes do fim da guerra por um homem que foi ao mesmo tempo uma testemunha, uma vítima e um sobrevivente.”
Libération
CHIL RAJCHMAN (1914-2004) casou-se após a guerra com Lila, com quem teve três filhos. Em 1946 trocou a Polônia pelo Uruguai, onde viveu até a morte. Testemunhou em vários processos contra exoficiais da SS nazista.
(fonte: http://www.zahar.com.br/sites/default/files/arquivos//r1341.pdf)

Beijos e boas leituras!!!

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